Tesouro Direto reduz valor mínimo de investimento para atrair mais brasileiros

 


Com a alteração, será possível investir com valores a partir de 1% do valor total do título

A partir de 18 de novembro, o Tesouro Direto implementará mudanças significativas para democratizar o acesso aos seus títulos. Entre as novidades, o valor mínimo para aquisição de frações de títulos será reduzido para menos de R$ 30, o que permitirá a entrada de um número ainda maior de pequenos investidores. Com as mudanças, o Tesouro Direto busca aumentar a base de investidores estimular hábitos de investimento, contribuindo para a criação de uma cultura de planejamento financeiro a longo prazo.

Segundo o professor Luís Felipe Cavalcante, mestre em Economia e professor do curso de Ciências Econômicas da Estácio, o Tesouro vem trabalhando para tornar o investimento em títulos públicos mais acessíveis, e a redução do valor mínimo é um passo importante nesse sentido. “A redução ajuda a popularizar este mercado, que ainda é pequeno no Brasil. A mudança permitirá que os investidores comprem frações a partir de 1% do valor total do título. Antes, o investimento mínimo era de R$ 30, mas agora, com essa nova fração, será possível adquirir uma parcela de um título como o Tesouro Prefixado 2031, que custa R$ 472,74, por apenas R$ 4 ,72. Isso facilita muito o acesso a quem deseja começar a investir aos poucos”, exemplifica.

Para quem têm dúvidas sobre investir valores baixos, a Cavalcante garante que o retorno será proporcional ao valor investido, independentemente do valor aplicado. “Utilizando o Tesouro Prefixado 2031 como exemplo, que rende 12,98% ao ano, quem investe R$ 1.000,00 recebe um retorno de R$ 129,80 ao fim de um ano. Já quem investe R$ 10,00, terá um ganho de R$ 1,29 – o rendimento é proporcional”, esclarece.

Segundo Cavalcante, o Tesouro Direto é considerado um dos investimentos mais confiáveis do mercado pois possui garantia do Governo Federal, o que o torna um dos investimentos com menor risco de calote. Além disso, ele destaca que os títulos têm liquidez, permitindo que o investidor venda o título e resgate o dinheiro a qualquer momento.

Outra mudança anunciada é o aumento do limite máximo de investimento no Tesouro Direto, que agora será de R$ 2 milhões por mês. Essa alteração beneficiará investidores com maior capacidade financeira. Além disso, o lançamento do Gift Card B3, permite a compra de créditos conversíveis em títulos do Tesouro Direto para presentear familiares e amigos. Para Cavalcante, a iniciativa é positiva e uma oportunidade de promover a educação financeira entre os jovens. “Essa é uma excelente maneira de familiarizar os jovens com o mundo dos investimentos. Os presenteá-los com o cartão-presente, permitindo que os familiares possam começar a investir de acordo com seus objetivos. É mais uma ferramenta para inserir novas gerações no mercado financeiro”, conclui.

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